O OTIMISMO CORRETO

08/7/16

Uma máxima maçônica diz: “A maçonaria escolhe os homens bons e os torna melhores”.
Filha do Iluminismo, pregoeira da razão e crente na ciência e na bondade humana, a maçonaria é coerente com seus pressupostos ao dizer isto. Mas, numa curta frase comete dois erros teológicos. O primeiro é presumir que existam homens bons, quando a Bíblia diz que não os há (I Rs 8.46, Rm 3.23). “Não há justo, nem sequer um” (Rm 3.10). O segundo é presumir que os homens podem se tornar bons. Jeremias 13.23 é um texto enfático em negar a possibilidade que venhamos a ser bons por nós mesmos. O erro do otimismo moral nesta máxima é crer na bondade inata do homem e desprezar a graça de Deus. Não há possibilidade de melhora sem a graça, sem o poder de Deus operando na vida do pecador. O otimismo humano mantém Deus a distância por desconsiderar a graça. Só há um otimismo possível, o que é produto da graça. Deus pode transformar as pessoas, pela sua graça e pelo seu poder. O otimismo correto só pode surgir se olharmos para Jesus Cristo, o reconstrutor da nova ordem de Deus. “Se alguém está em Cristo, nova criação é” (II Co 5.17). Não há esperança para este mundo fora do evangelho de Jesus. Querer melhorar o mundo pela ciência ou pelo aperfeiçoamento do homem pelo homem é como alguém que tenta se levantar puxando os cordões dos sapatos.

A possibilidade de melhora está em Cristo.
Fora dele não há possibilidade alguma.
O otimismo correto se firmou numa manhã de domingo, quando o ocupante de um túmulo dele saiu.
O otimismo correto é porque Cristo venceu os poderes malignos e nos assegura sua vitória final. O otimismo correto existe porque Cristo vive e voltará em poder e glória.

 A pregação do evangelho que chama ao arrependimento e ao compromisso com Jesus é a maior base para o otimismo. Sem este evangelho, o futuro é obscuro. A igreja deve nutrir o otimista correto.

Isaltino Gomes Coelho Filho
 

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